18 de setembro de 2006

Confissões de uma pós (pós, pós...) adolescente

Um dos objetivos que eu me coloquei nesse semestre foi tentar levar a vida menos a sério. Isto inclui principalmente não se importar com problemas pequenos, aquelas coisas bobas que me irritam 24hrs/dia, mas que no final, foram perda de tempo, perda de um tempo que poderia ter sido despendido em algo melhor. Ao invés de aborrecimento, preocupação com tudo, tento enxergar além, fazer mais piadas, ou algo do tipo. E ainda por cima eu dou o ar de ser uma pessoa relaxada. Sei disso, pois todos o dizem.
Eu tento, consigo melhorar, mas às vezes vai tudo por água abaixo. Como no domingo de manhã, tudo estava belo, calmo, e doce no novo apartamento do meu namorado, e eu consegui me irritar com ovos fritos que grudaram inteiros na frigideira e uma manga linda por fora e podre por dentro. Pois até a comida eu levo a sério. Depois, a energia negativa veio à tona, e derrubou meu pão com queijo e presunto no chão. E na sala de jantar, o Ricardo estava arrumando a mesa, quando um quadro – levianamente pendurado no lustre por um colega de república – quase caiu na cabeça do pobre coitado.
E no final de semana passado, eu realmente consegui viver alguns dias perfeitos, no meio da natureza. Aquele ambiente de ar puro, águas limpas e florestas verdes que eu desejo de vez em quando. Fiz trilhas, subi morros, entrei em cavernas, e colhi moranguinhos silvestres – idênticos aos de faz-de-conta, que eu e minha irmã brincávamos de colher nas paredes do ofurô da minha vó. Docinhos, vermelhinhos, fofinhos. Porém, ao invés de voltar pra cidade tranqüila e cantando com os passarinhos, senti uma fisgada profunda na boca do estômago, e ao pisar em casa ganhei uma bela gastrite. Doença hiper desagradável, que se você não teve, sorte sua!

4 Comments:

At 10:27 AM, Anonymous  said...

Queria eu escrever posts engraçadinhos e leves como os seus, mesmo quando os assuntos não são tão leves assim. Tudo que eu faço ultimamente é reclamar. Quisera eu poder andar no mato e ver águas claras. Estava pensando exatamente isso ao vir para cá. Eu nunca fui do tipo de pessoa "preciso-ver-o-mar", mas agora, depois de tanto tempo aprisionada no mundo cinzento, eu preciso. Eu preciso sair um pouco. "até o chão que pisamos foi construído por nós mesmos, até o chão é falso". Eu preciso achar um pedacinho de verdade escondida numa picada de inseto no meio do mato.
Saudades, sua blusa ainda está comigo. Adora ela!
beijos,

 
At 2:39 PM, Anonymous Anônimo said...

Será q a gente vai reencarnando e evoluindo...e um dia nasce cachorro? porque eles não parecem se preocupar com mangas podres por dentro, huahuahua!! Ah, Larissa, nem tudo está perdido, veja só - mesmo depois de tudo, restou um post engraçadinho - pelo menos pra mim...
bjos, re

 
At 2:41 PM, Anonymous regina said...

"anônimo"??? não! foi a Regina q comentou, mãe do Quinquin...

 
At 4:37 PM, Blogger 999 said...

gastrite é o inferno com nome de doença.

 

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