21 de julho de 2007

So beautiful it hurts


"This is you. Eyes closed, out in the rain. You never thought you'd be doing something like this, you never saw yourself as, I don't know how you'd describe it... Is like one of those people who like looking up at the moon, who spend hours gazing at the waves or the sunset or... I guess you know the kind of people I'm talking about. Maybe you don't. Anyway, you kind of like being like this, fighting the cold, feeling the water seep through your shirt and getting through your skin. And the feel of the ground growing soft beneath your feet. And the smell. And the sound of the rain hitting the leaves. All the things they talked about in the books you haven't read. This is you, who would have guessed it? You."

No calor do momento, PRECISO comentar do filme My life without me, que a Fê já tinha me falado um tempo atrás, mas que eu apenas namorava na locadora e nunca pegava. Pois nessas férias de faculdade eu não tinha o que fazer quinta-feira a noite, então subi a rua às 11 da noite e agarrei o filme da estante com uma firmeza incomum.
Então eu e minha irmã nos sentamos no sofá para passar a próxima uma hora a meia chorando feito duas camelas. A combinação de fatores desse filme – rotina, pobreza, desilusão, susto, mudança, novas descobertas – ou os detalhes e o jeito que a roteirista escreveu, não sei, mas tornam o filme diferente de um drama comum, e me cativou de uma maneira que poucos filmes conseguem ultimamente.
A moça de 23 anos descobre que tem uma doença, e que tem poucos meses de vida. Então decide fazer uma lista tudo o que sempre quis fazer, mas que a vida dura de faxineira, casada, com duas filhas não permitiu. Esta lista inclui fazer mensagens de aniversário para suas filhas até que completassem 18 anos, encontrar uma nova esposa para o seu marido, fazer alguém se apaixonar por ela, e fazer amor com outros homens, para ver como é.
O drama de expectativa de morte é que estimula o choro dolorido. Porém, ver o que ela consegue fazer com o que resta da vida dela, coisa que faz com intensidade e espontaneidade, deixa o filme triste-feliz ao mesmo tempo.
Outro grande barato do filme é que a vocalista do Blondie, Debbie Harry, faz o papel da mãe da garota, e está tão ótima que nem a reconheci até o fim do filme. A cena em que ela fala do seu aniversário é incrívelmente viva também.
Sem falar que o ator Mark Ruffalo estar no filme já é um algo a mais. Eu e minha irmã estamos apaixonadas por ele agora, hahaha. Se bem que eu já estava desde Zodíaco.
Toda a empolgação com esse filme me fez pensar em uma possível lista dos 10 melhores filmes que já assisti. Talvez a coloque em breve aqui.

Se você não se empolgou como eu, e não vai mesmo ver o filme, ao menos assista uma das cenas mais legais do filme:


In the car:
- If you don’t kiss me right now I am going to scream...
- ...
- AAAAaaaaaaaaaaaaa!!!!
- Shut up!
And then the kiss, and she stops him.
Now him:
- If you don’t Kiss me right now I am going to FUCKING scream...
More kisses
Ah, tãaaao bom...

5 Comments:

At 10:34 AM, Blogger Fernanda Tsuji said...

Ah, você sabe como eu gosto desse filme, né? Me fez chorar...
Mas enfim, eu fiquei com raiva dela ter tido o casinho, porque o marido dela gostava dela pra caramba e não seria justo com ele. Mas pela lógica dela, ela precisava morrer com a certeza de que podia fazer alguém se apaixonar por ela. Não sei, as prioridades que colocamos pros nossos desejos é uma coisa estranha e tão pessoal...eu não sei o que eu quero fazer antes de morrer. A vida é tão cheia de surpresas...será que é preciso ter mesmo tudo planejado?

 
At 3:24 PM, Blogger Rafael Olivares said...

gostei da idéia de Top 10 filmes! mas acho 10 um número difícil, fiquei só com cinco mesmo.

o Mark Ruffalo é realmente foda, ele trabalha muito em muitos filmes legais, e em todo tipo de papel (lembra do cabelo lambido e cavanhaque em Colateral?)

 
At 1:33 PM, Blogger Larissa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 1:34 PM, Blogger Larissa said...

Se vc nao viu o filme, também não leia os comentários, pois tem spoilers!haha
É Fê, eu tambem achei sacanagem com o marido, mas se isso nao acontecesse o filme nao teria tanta graça, eu acho. Afinal, a parte do Lee e Ann foi a que mais gostei no filme, foi tão intenso. Acho que ela precisava mesmo disso, um pouco de intensidade na vida, pois ela estava muito alienada, apenas acompanhando a onda.
Eu não sei também o que faria antes de morrer. Mas conhecer pessoas novas/legais não seria nada mal.

Rafa, na minha lista de filmes ainda tem só 8 filmes tb. Os outros eu ainda estou em dúvida! Não assisti Colateral, mas agora vou procurar. No Brilho Eterno ele faz aquele geek, irreconhecível, né?

 
At 4:17 PM, Blogger Rafael Olivares said...

Nem tão irreconhecível assim, mas é esse mesmo.

Na verdade o Colateral nem é tão bom, é só que ele está bem diferente.

 

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