28 de fevereiro de 2010

Revolutionary Road



A Kate Winslet é talvez a minha atriz favorita do momento. Por 3 motivos: 1. Ela fez Brilho Eterno de uma mente sem lembranças; 2. Ela fez Foi apenas um sonho (Revlutionary Road); 3. Ela é casada com o diretor Sam Mendes, de Beleza Americana, meu filme favorito de todos os tempos.
Mas atentemos ao motivo 2, Revolutionary Road. Eu acabei de ler o livro, depois de ter assistido o filme, o que me fez imaginar a April como a Kate e o Frank Wheeler como o Leonardo di Caprio durante toda a leitura. Mas o que eu queria dizer é que o livro me surpreendeu.
No começo eu achei meio parado e difícil de ler, mas sempre belo. Eu entendia uns 90% do que estava escrito, em inglês, do livro de inglês mais difícil que já li. E no começo eu lia à noite antes de dormir, e ao chegar na 2a página eu capotava. Mas aos poucos e com a proximidade das férias, fui lendo mais e com mais facilidade e a história me envolveu.
A psicologia é o que destaca o livro. O autor desenvolve cada um dos personagens com muita profundidade, e sabe-se como é e como pensa cada um deles. Os detalhes de comportamento e sentimentos são descrito sem economia de palavras, e tem o poder de nos transportar para dentro da história. E oha que eu não tenho facilidade em entrar nas histórias.
Os dramas muitas vezes me lembraram remotamente da minha própria vida. Dessa fixação adolescente de achar que se é mais especial que a maioria, e de achar que o futuro magicamente se transformará e te teansportará para um mundo mais interessante com pessoas mais interessantes. E que você não será atingido pela massa da sociedade, por aquele pensamento pequeno de classe média. Esse é o conflito central, de um casal em um subúrbio qualquer dos EUA e que no fundo não consegue se resolver. Ou pelo menos a April não consegue.

* Leonardo di Caprio e Kate Winslet são um casal pela 2a vez, depois de Titanic. Mas dessa vez eles não são um casal meloso, aliás, são exatamente o contrário. E estão mais bonitos no filme novo.

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4 de dezembro de 2007

O que eu estou lendo



Então eu estava andando pela minha faculdade, com fome e sem rumo quando me vi na frente de uma barraca de livros usados. O livro que estava ali, bem na minha frente, era Clube dos Corações Solitários, de André Takeda. Sempre ouvi falar, sempre quis ler. Levantei a capa do livro, estava escrito 10,00. Abri a carteira para consultar o saldo. Dez reais era tudo que eu tinha. Não pensei duas vezes, e chamei a mocinha, avisando que ia levar o livro.
Clube dos Corações Solitários é um livro sobre a geração da década de 90, e é a história de um grupo de amigos que se encaixam no perfil de jovens que viveram nesta década. Jovens que não querem crescer, que curtem rock, café, cigarros e álcool, e que tem como característica principal se sentirem perdidos, sempre. Na orelha do livro:
"A melancolia, a 'infelicidade cultivada' da música pop (segundo Hornby), um aborto, um adiantamento da questão profissional através de um 'MacEmprego' (termo de Copland), montar uma banda, mergulhar em café, simplesmente querer sumir de desespero e amargura (desde Salinger). (...) O descompasso aparente entre a irrelevância dos acontecimentos e a intensidade dilacerada dos sentimentos é a própria essência dessa percepção. (...)"
Talvez o livro me tocasse mais há alguns anos atrás. Não que não tenha me tocado nem um pouco, mas sinto que já passei um pouco do tempo de lê-lo. O que é bom. O que significa que eu resolvi crescer, um pouco, ao menos. Enquanto algumas pessoas da minha idade ...
Mas enfim, o livro é uma delícia de ler. O cara escreve bem. E o livro é uma representação fiel da nossa geração.

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